quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ainda há ações baratas na Bolsa - Perspectivas positivas para as empresas e a economia brasileira no longo prazo


A grande maioria das ações das gigantes que compõe o Ibovespa, assim como boa parte das empresas de médio e pequeno porte, estão superavaliadas e creio que muitas delas poderão passar por uma correção de preços em breve, com quedas que aproximem o preço de suas ações do valor justo.
Existem ainda algumas ótimas oportunidades de empresas excelentes de médio e pequeno porte cujas as ações estão subavaliadas. Se no auge da crise, último trimestre de 2008 e primeiro de 2009, havia uma quantidade grande de empresas excelentes negociadas a preço de banana, hoje o investidor precisa ser ainda mais rigoroso e seletivo nas suas análises para identificar as ótimas oportunidades.
Como falei no post anterior, no curto prazo, o cenário para a Bolsa tende a ser volátil. Sou da opinião que o investidor em ações deve usar ativamente ordens de stop loss. Eu, por exemplo, daqui para frente venderei aquelas ações que caírem 10%. Quanto antes cortamos as perdas, melhor. 
Porém no longo prazo (acima de 3 anos), as perspectivas são bastantes positivas para a economia brasileira e, principalmente, para muitas empresas com atuação voltada ao mercado interno e a projetos de infra-estrutura.
Acredito que os próximos 5 a 10 anos poderão estar entre os melhores períodos para investimentos em ações da nossa história, porque somos um país a ser construído, que está apenas no começo do seu desenvolvimento. Algumas tendências que poderão impactar positivamente os investimentos em ações neste período:
-crescimento acelerado e inclusão da Classe C ao mercado consumidor brasileiro;
-continuidade do aumento do poder de compra da Classe C e da classe B com a manutenção da inflação sob controle e dos reajustes do salário acima desta;
-o rápido crescimento do crédito, tanto habitacional como corporativo (especialmente para empresas de pequeno e médio portes); 
-investimentos públicos e privados em infra-estrutura que visam preparar o país para a Copa do Mundo e as Olimpíadas;
-uma inclusão digital cada vez maior da população - o processo de universalização do acesso a internet em curso poderá se concretizar muito antes do que imaginamos.

Quem investir em ações com horizonte de longo prazo poderá ter muitas alegrias!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Bolsa volátil no curto prazo

No curto prazo (considero de 1 a 1 ano e meio daqui para frente), acho que a Bolsa estará bem volátil, pelos seguintes motivos:

-problemas macroeconômicos em algumas economias que estão em recessão e com um endividamento público elevado, como Espanha, Itália e Grécia;
-a economia dos EUA continuará em lento processo de recuperação. Embora o paciente não mais esteja na UTI respirando por aparelhos, ele continua em tratamento na Semi-UTI. Inclusive, o Governo Obama tem dado sinais de que suspenderá ao longo do ano os incentivos e investimentos públicos a economia;
-a tendência de maior regulamentação do mercado financeiro pelo Governo dos EUA pode ser outro fator de instabilidade;
-mudanças no câmbio, a evolução da inflação e possíveis restrições ao crédito na China também são ameaças.

Mas embora a Bolsa tenda a estar bastante volátil no curto prazo, não acredito em quedas acentuadas de mais de 40% como vimos no final de 2008 e início de 2009. A maioria dos analistas projeta Ibovespa em alta este ano e para eles se as quedas ocorrerem serão por volta de 15 a 20%.

Você também acha que a Bolsa estará volátil no curto prazo? Quais outros motivos poderiam impactá-la na sua opinião?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Algumas Conclusões do Congresso INI

O Congresso do INI foi espetacular.

A mensagem que fica do evento é que o Brasil deixou de ser o país do futuro e hoje é o país do presente.

Estamos em franco desenvolvimento econômico e esta é uma tendência que tudo indica que continuará pelos próximos anos.

Alguns exemplos desta realidade:

1) o crédito cresce rapidamente e já representa 45% do PIB. Porém, ainda engatinhamos ao nos compararmos com os países do G7 cuja relação crédito/PIB é de 120%.

2) O número de pessoas físicas que investem diretamente na Bolsa (por meio do Homebroker ou ordens de compra ou venda feitas por telefone) não chega a 600 mil. A meta da BM&FBOVESPA é chegarmos a 5 milhões de investidores até 2015. Tal aumento se dará graças a manutenção do controle da inflação; a continuidade da queda dos juros que reduzirá o retorno dos investimentos conservadores e incentivará as pessoas a migrarem para a renda variável; e os projetos e ações das instituições do mercado financeiro e dos governos de promoção da educação financeira dos brasileiros.

3) Por fim, o empreendedorismo e o desenvolvimento dos negócios no país tendem a ser impulsionados com o acesso cada vez mais facilitado ao crédito corporativo e ao mercado de capitais. Em relação ao mercado de capitais, já observamos um movimento forte de retomada dos IPOs e das ofertas secundárias. A partir do próximo ano, as emissões de companhias de médido porte crescerão rapidamente. A expectativa é que várias aberturas de capital no segmento BOVESPA MAIS aconteçam nos próximos anos.

Temos vários desafios a serem superados, como os problemas de infraestrutura e a baixa qualidade dos gastos públicos, porém a força do desenvolvimento econômico em curso é superior a tais problemas.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Congresso de Investimentos em Ações

Pessoal,

Amanhã, participarei do I Congresso do Instituto Nacional de Investidores (INI) no Rio de Janeiro. Assistirei a palestras, mesas redondas, wokshops e painéis com importantes profissionais do mercado de capitais e executivos de grandes empresas com ações negociadas na Bolsa. Serão abordados temas interessantes nas palestras, mesas redondas etc, tais como "O Mercado de Ações Brasileiro: Como Atingir 5 Milhões de Investidores até 2014?"; “Perspectivas para o mercado de ações Brasileiro 2010 a 2014”; “Riscos e Oportunidades na evolução do crédito no Brasil. Expectativa para os próximos anos”; Finanças Comportamentais - “Por que as pessoas são impacientes com o lucro e tolerantes com o prejuízo – Aprenda a se descobrir como Investidor!”.


Participam do evento mais de 200 pessoas que são gestores de clubes de investimentos, investidores individuais em ações e profissionais do mercado de capitais. Para mais detalhes sobre o evento, acessem: http://www.ini.org.br/congressoini/ .

Vou de ônibus hoje à noite para o RJ. Encararei 6 longas horas de viagem para ir e mais 6 para voltar! Porém, tenho certeza que valerá super à pena!

Abraços,

Dudu

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Alguns Pensamentos sobre Bolsa de Valores e Investimentos em Ações

Pessoal,

Com este post, divido com vocês algumas opiniões pessoais sobre investimentos em ações e a dinâmica do mercado acionário.

Um Abraço,

Dudu

1. É uma certeza que as crises na bolsa ocorrerão periodicamente. A bolsa tende a acompanhar a dinâmica cíclica de crise e prosperidade do capitalismo, como também outras irracionalidades humanas não diretamente relacionadas à economia (crises sociais e políticas). Assim como as crises acontecerão, é uma certeza que elas vão passar e, desta forma, uma nova época de crescimento se inicia. Nos últimos 20 anos tivemos crises e recessões econômicas nacionais e estrangeiras que abalaram sensivelmente as Bolsas em todo o mundo em intervalos a cada 3, 4 ou 5 anos. Por isso que investir em ações abaixo de uma prazo de 3 anos é arriscado.


Adoto a classificação abaixo para o tempo em investimentos.

Curtíssimo prazo: até 1 ano

Curto prazo: acima de 1 ano e até 3 anos

Médio prazo: acima de 3 anos e até 5 anos

Longo prazo: acima de 5 anos

Ações devem ser um investimento de no mínimo médio prazo.

2.O mercado de ações não é sempre eficiente no curto prazo, como ensina a teoria de finanças. Ele é quase sempre eficiente. No longo prazo, o mercado tende a ser sempre eficiente. Podemos pensar no mercado de ações como sendo uma pessoa que tem um comportamento esquizofrênico: alterna momentos de extrema euforia, acreditando que o tempo das vacas gordas durará para sempre, e outros de profundo pessimismo, apenas enxergando coisas ruins e não acreditando em quaisquer possibilidades de melhora. Cabe a nós aprendermos a lidar com o "sr. Mercado", aproveitando as boas oportunidades que ele nos oferece e não nos deixando influenciar pelo seu comportamente. Seguir o comportamento do mercado pode ser muito perigoso.
3. As crises devem ser vistas como grandes oportunidades para a compra de ações com grande desconto em seu preço, pois, na média, os seus preços caem. Umas ações sofrem mais, tendo quedas acentuadas (blue chips), e outras menos com quedas menores (middle e small caps). Adquirir ações em momentos de crise é como comprarmos aquela roupa de marca que tanto desejamos com um grande desconto nas liquidações de início de ano. Para quem tem ações, nunca vendê-las durante uma crise. Uma decisão de venda deve ser tomada somente em caso de problemas com a empresa (ou seja, deterioração dos seus fundamentos) ou quando atingimos o retorno planejado para o nosso investimento.

4. Investimento em ações é uma das áreas da vida que devemos separar razão de emoção. Se quisermos ser bem sucedidos, precisamos ser totalmente racionais e analíticos. É muito importante cada um de nós se auto-conhecer, isto é, sabermos como nos sentimos e nos comportamos ao vermos o nosso dinheiro, em poucos dias, semanas ou meses, perder 10, 20, 30, 50, 60% do seu valor. Se vc não aguenta ver isso acontecer e se desespera, vc deve investir aos poucos em ações e quem sabe nem mesmo entrar no mercado. É uma certeza que em vários momentos veremos nossas ações caírem, porque as crises acontecerão.
5. Ter muito cuidado com e desconfiar de dicas, conselhos e recomendações. Existe muita boataria no mercado e pouquíssimos são os investidores, os profissionais e as instituições financeiras cujas opiniões merecem ser consideradas.

6.Para aprender sobre o mercado de ações a prática é necessária: devemos analisar e acompanhar não só as empresas que investimos como também outras companhias que podem vir a integrar a nossa carteira futuramente. Algumas leituras, escolhidas a dedo, são  também importantes fontes de aprendizado.

7.Termos certeza absoluta que cometeremos erros ao longo da nossa trajetória como investidores. Não existe investidor infalível no mercado. Os investidores bem sucedidos erram e erram muito! Então, o que os faz terem sucesso em seus investimentos? Acertar mais do que errar. A pequena diferença entre acertar mais do que errar resulta em excelentes retornos.

8. Nunca teremos 100% de certeza sobre qualquer coisa no mercado de ações. As nossas análises e estudos das empresas nos dão subsídios para tomarmos decisões com um bom nível de segurança e confiança.

9. O risco tem relação direta com o conhecimento. Ou seja, o risco de um investimento é menor quanto mais conhecimento temos da empresa e do seu segmento econômico de atuação, vice-versa.

10. Empresas têm pontos fortes e pontos fracos. O que determina se compramos ou não suas ações é o nosso entendimento sobre a existência de pontos fortes que compensem em muito as suas fraquezas, proporcionando o seu crescimento no médio e longo prazos.

11. Independente do momento que a bolsa se encontra (em uma fase de valorização, de crise ou no início de um processo de recuperação ou de crise), quase sempre existirão empresas cujas ações estarão subavaliadas.

12. O desempenho dos negócios de grande parte das empresas com ações negociadas na bolsa depende totalmente ou quase totalmente do mercado interno. Assim, devemos dar atenção à conjuntura econômica brasileira, analisando indicadores de investimento em produção, emprego, renda, consumo, produção industrial, inflação, taxa de juros etc.

13. O preço que pagamos por uma ação é um ponto importantíssimo. Se pagarmos além ou muito além do valor justo pelas ações de uma companhia, existe uma tendência de diminuirmos nosso retorno e de aumentarmos as chances de prejuízo financeiro, pois fortes valorizações nas ações, que não sejam justificadas por um grande crescimento dos negócios (sendo, portanto, artificiais e decorrentes das irracionalidades do mercado), podem ser eliminadas a qualquer momento por uma correção nos preços. A nossa meta sempre deve ser a compra de ações de empresas excelentes (pelos critérios de análise fundamentalista) a preços abaixo do que realmente elas valem ou no mínimo por um preço justo.

domingo, 22 de novembro de 2009

Capoeira em grande estilo!

Outro dia assisti "Besouro: o filme".

Gostei muito. Acho que o filme está bem produzido. Resumo-o em duas palavras: imperdível e espetacular!

Nele, a Capoeira é retratada fielmente tanto na parte física quanto na espiritual.

Com raras exceções quando o personagem Besouro dá extensos saltos, a riqueza de movimentos que o espectador vê existe na Capoeira. Tais movimentos fazem parte do treinamento dos capoeiristas, sendo bastante usados nas rodas.

Um dos pontos altos do filme é a relação da Capoeira com o Candomblé. Vemos como as entidades se relacionam, protegem e guiam Besouro. Este lado espiritual da Capoeira é pouco conhecido do grande público e também de muitos capoeiristas.

Um filme obrigatório para todo capoeirista. Para o público em geral, uma oportunidade de ouro para conhecer um pouco mais de uma das mais belas manifestações culturais do nosso povo.

Abraços,

Dudu

domingo, 2 de agosto de 2009

Entrevista com Mestre Nelson

A partir de hoje aos domingos, terei aqui no Blog um espaço para entrevistas. Entrevistarei pessoas das áreas que tenho interesse.
E para inaugurarmos esse espaço, entrevisto o Mestre Nelson de Souza Aguiar, mestre de capoeira e presidente do Grupo Ginga Paulista e do Centro Cultural Virtual Ginga Paulista.
Como sabem, eu pratico Capoeira. O Mestre Nelson é meu mestre e amigo.
Foto: Mestre Nelson
Eduardo - Quando e como foi que começou na Capoeira?
Mestre Nelson - Comecei na Capoeira quando tinha 10 anos em 1980. Conheci a Capoeira através dos meus amigos da turma de futebol de rua. Num dia em que fomos jogar bola, vi um deles fazendo alguns movimentos de Capoeira e aquilo me encantou. Depois de alguns dias, encontrei um outro amigo também do futebol chamado Luis. Ele estava vindo do treino de Capoeira, vestido totalmente de branco com o seu cordão verde. Perguntei a ele onde ele treinava e fiz muitas perguntas. Ai, ele me convidou para conhecer o seu grupo de capoeira que ficava no Sesc Dr. Vila Nova. Assim, iniciei a prática da Capoeira no Grupo Ginga Paulista com o Mestre Zim Pachom.

Eduardo - Fale um pouco sobre a história e o trabalho do Grupo Ginga Paulista?
Mestre Nelson - Quando iniciei, o Mestre Zim Pachom ensinava Regional e Angola, mas a especialidade dele era a Regional, pois ele disputava muitos campeonatos nacionais e internacionais de Capoeira. E para campeonatos, o treinamento de Regional é o mais indicado.

Em 1986, recebi a graduação de formado e o meu Mestre me indicou para treinar com o Mestre Gladson de Oliveira Silva, um dos membros da Federação Paulista de Capoeira (FPC), professor de educação física e introdutor da Capoeira na USP. O Mestre Gladson na época e ainda hoje era e é um dos Mestres mais técnicos e conceituados da Capoeira brasileira. Com o Mestre Gladson tive a oportunidade de fazer vários cursos preparatórios para tornar-me Contra-Mestre e Mestre.

Quando recebi a graduação de formado e fui fazer os cursos na FPC, o Mestre Zim me colocou para dar aulas de capoeira aos sábados no nosso Grupo. Em 1990, ao receber a graduação de Contra-Mestre pela FPC, o Mestre Zim me fez um pedido dizendo se eu gostaria de dar continuidade ao trabalho do Grupo Ginga Paulista, porque, por motivos pessoais, ele teria de se afastar da Capoeira e não queria que o Grupo Ginga Paulista acabasse. Eu aceitei e disse a ele na época que tinha muita honra e orgulho de dar continuidade ao trabalho.

Em 1991, recebi a graduação de Mestre pela FPC e pela Confederação Brasileira de Pugilismo (CBP), sendo reconhecido como um dos Mestres mais jovens da Capoeira brasileira na época aos 21 anos.

Desde que assumi a direção da Ginga Paulista, começamos a participar de vários eventos de Capoeira, como batizados, festivais de Capoeira, cursos na FPC e campeonatos nos quais ganhamos várias premiações.

Eduardo - Como está a Capoeira de hoje comparada com a Capoeira da época quando o senhor começou?
Mestre Nelson - Antigamente se jogava a Capoeira usando-se apenas movimentos de Capoeira. Era uma Capoeira que respeitava as tradições, sendo bem jogada, com muita malícia, técnica e que respeitava o berimbau e o mestre que o estava tocando.

Hoje em dia, a Capoeira mudou muito. Ela cresceu muito, é praticada em cada canto do Brasil e do mundo, o que é muito positivo. Porém, a tradição da Capoeira de raiz está se perdendo, porque os formados, monitores, professores e Contra Mestres não estão se especializando nos cursos de órgãos oficiais da Capoeira, ficando restritos apenas ao treinamento e conhecimento do seu próprio Grupo. O Capoeirista pode ser especializado em algum estilo de Capoeira, Angola ou Regional, porém ele tem que ser completo.

Eduardo - Mas Mestre, o que significa ser um capoeirista completo?
Mestre Nelson - É conhecer as tradições da Capoeira. Saber jogar em qualquer roda, saber tocar todos os toques, saber cantar, saber falar da história da Capoeira, saber o Maculelê, saber a Puxada de Rede, saber o Samba de Roda e tudo que faz parte da riqueza da Capoeira. É importante o Capoeirista participar de encontros, cursos e eventos com os grandes especialistas da Capoeira, para se atualizar e conhecer o que está acontecendo no mundo da Capoeira.

Eduardo - O que é a Capoeira Contemporânea e por que tem sido criticada pelos mestres antigos?
Mestre Nelson - É um estilo de Capoeira que se distanciou das tradições antigas. Nela, se usa diversos movimentos e golpes de outras artes marciais e o jogo costuma ser mais duro, travado e mais disputado. A beleza de uma Capoeira bem jogada, onde os dois capoeiristas dentro da roda mostram suas técnicas e a harmonia dos movimentos como se os dois fossem apenas um, nós não vemos na Capoeira Contemporânea.

Os mestres antigos criticam este estilo por causa da violência e do desrespeito às tradições da Capoeira bem jogada.

Eduardo - Fale um pouco sobre a relação aluno-mestre.
Mestre Nelson - O mestre para o aluno é como um pai, um amigo, um psicólogo, pois sempre estamos ajudando no crescimento, na educação e na evolução do aluno para que ele seja uma pessoa melhor, mais feliz.

Já o Mestre aprende a como lidar com cada aluno, pois cada pessoa é diferente da outra e tem as suas próprias necessidades e desafios a superar: umas são mais tímidas, outras mais extrovertidas, outras tem medo e baixa auto-estima.

Eduardo - Quais são os seus projetos e planos para o futuro?
Mestre Nelson - Há dois anos, criei no Orkut o “Centro Cultural Virtual Ginga Paulista”, onde eu mostro não só o trabalho que desenvolvemos na Ginga, mas também divulgo o trabalho de outros profissionais da Capoeira, dizendo o que cada um está fazendo no mundo da Capoeira.

Este trabalho está ajudando muitos capoeiristas a conhecerem grandes mestres e as atividades de muitos Grupos. Ou seja, o “Centro Cultural Virtual Ginga Paulista” está promovendo um intercâmbio de informações e conhecimentos entre os capoeiristas de várias partes do Brasil e do mundo. Ele está ajudando a preservar as tradições da Capoeira.

Para o futuro, quero criar o “Centro Cultural Ginga Paulista” que será muito mais do que um espaço de treinamento de Capoeira, será um espaço de vivência da Capoeira, com shows, festivais, eventos. Ele será a casa do capoeirista.

Eduardo - Mestre, como os capoeiristas podem fazer parte do “Centro Cultural Virtual Ginga Paulista”?
Mestre Nelson - Acessando no Orkut http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=fpp&uid=3480017589472634726 .

Eduardo - Qual a sua mensagem para os capoeiristas?
Mestre Nelson - Para quem irá se iniciar na Capoeira e para aqueles que já são capoeiristas comecem a se dedicar e busquem conhecer tudo que puderem sobre a Capoeira. A Capoeira é uma relíquia que os grandes mestres como Bimba, Pastinha e outros deixaram para nós, a Capoeira é um patrimônio do nosso país, é uma das coisas mais bonitas que o homem já criou. Dê o seu melhor, respeite o seu próximo, combata a violência e busque ser um capoeirista completo. Valorize o seu Mestre, o seu Grupo. Leia revistas e livros sobre Capoeira. Assista os DVDs e ouça os CDs de Capoeira. Quando tiver quaisquer dúvidas ou curiosidades, converse com o seu Mestre. Participe de eventos, cursos, festivais etc, pois assim você sempre estará atualizado e será um grande capoeirista.
Eduardo - Mestre, muito obrigado pela sua participação aqui no Blog.