segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A espiritualidade e as empresas – Entrevista com Boris Tabacof



Hoje, tenho o prazer de entrevistar aqui no Blog Boris Tabacof, empresário, vice-presidente do Conselho de Administração da Suzano Holding e do Conselho Superior de Economia da Fiesp e conselheiro da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel), bem como autor do livro Espírito de empresário: reflexões para construir uma gestão baseada em valores.

Eduardo: As empresas são administradas com base na racionalidade, métodos de trabalho, ferramentas e técnicas gerenciais. Assim, como é possível conciliar algo subjetivo como a espiritualidade com a gestão?

Tabacof: Espírito de Empresário é fruto da minha vivência, da minha experiência pessoal, do meu convívio com grandes lideres empresariais. A administração bem sucedida é uma conjugação de conhecimentos e técnicas de gestão, com fatores altamente pessoais e subjetivos, que envolvem aspectos difíceis de definir como intuição, capacidade de inspirar as equipes das empresas, com força moral e fé. Não se trata apenas de conciliar gestão prática com o que se chama de valores espirituais, mas de despertar energias construtivas que ultrapassam a visão egoísta do sucesso.

Eduardo: No seu livro, o senhor fala de uma necessidade urgente dos empresários e executivos refletirem sobre os seus valores. Por que? Quais valores os líderes devem desenvolver e possuir?

Tabacof: Voce já imaginou se as pessoas de uma empresa, da mais alta direção até os cargos mais modestos, tiverem uma atitude construtiva de adesão a princípios benevolentes, no trato com o meio ambiente, com competidores, com seus fornecedores? Como ela seria? Seria uma empresa na qual todo mundo estaria motivado, procurando aplicar da melhor maneira os recursos da companhia. A vida empresarial é como se fosse um sistema em que há figuras de todo tipo gravitando em torno de várias forças. Por essa razão é que a visão espiritual é tão importante para obter resultados maiores.

Eduardo: Em um ambiente de negócios cada dia mais complexo e permeado por instabilidades e mudanças constantes, o que garante a sustentabilidade das empresas no curto, médio e longo prazos?

Tabacof: A sustentabilidade só se alcança, nos tempos atuais, ultrapassando as tradicionais visões de obter resultados a qualquer custo. A empresa se sustenta na medida em que os seus objetivos e métodos são compatíveis com a preservação dos recursos da natureza, do bem estar dos seus funcionários e da comunidade onde atua, da satisfação social em relação ao que ela produz.

Eduardo: Por favor deixe uma mensagem final aos leitores do Blog.

Tabacof: Agradeço-o pela oportunidade de me comunicar, mais uma vez, com as pessoas que estão preocupadas com os rumos destrutivos de certos aspectos do mundo dos negócios. Confio em que as coisas evoluam para considerar os valores espirituais para a construção de um mundo melhor.

Eduardo: Muito Obrigado pela sua participação.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Os 10 erros do investidor em ações:

1. Comprar ou vender uma ação com base em boatos e dicas;

2. Não ter um método de investimento;

3. Investir com um horizonte de tempo abaixo de 3 anos, acreditando que o comportamento do mercado pode ser previsto;

4. Não estabelecer um objetivo para o seu investimento;

5. Não saber por quais razões investe em uma ou mais empresas;

6. Se enxergar como um investidor em papéis e não como um sócio de uma ou mais empresas;

7. Não investir na sua formação como investidor;

8. Não aprender com os próprios erros e aqueles de outros investidores que admire;

9. Durante uma crise que abale a Bolsa, não comprar ações;

10. Não rever e criticar de tempos em tempos as próprias crenças sobre investimentos em ações.

Falarei de cada um dos erros em futuros posts.

Você concorda com os erros que listei acima? Quais os maiores erros cometidos pelos investidores em ações na sua opinião?